Apesar de ser extremamente enganoso, meu coração continua a ser o único juiz... Ninguém sabe nem vê o que há nele; ninguém ouve que o silêncio dele é o que importa; a não ser eu, que sei a dor, ninguém sabe a alegria de não se curvar aos tiranos que são os outros.
Como diz Belcchior em uma música: "mesmo vivendo assim, não esqueci de amar" e meu coração, a síntese de mim, é cavalo selvagem que não se deixa ser domado; não há selas nem arreios que o possam dominar; ele não se curva à força; se curva a amizade sincera.
Mas quantos podem ser sinceros (com si mesmo, principalmente)? Quantos podem ir mais fundo e ver aquilo que há em você mesmo? Quantos?
Não adianta quebrar espelhos; não adianta evitar os espelhos; não procure ninguém, a não ser você, no espelho mais cortante e nítido que existe: o tribunal do seu coração.
Seja sua lei, seu julgamento, seu juiz, seu carrasco, mas não absolva, impunemente, porque essa absolvição, mais cedo ou mais tarde, voltará contra você e será seu tormento.
"Semeie com justiça e colha com misericórdia".
A verdadeira reciprocidade será para com você mesmo e isso é o que importa. Faça a sua parte e esqueça os outros; tudo é você versus você.
Ninguém pode falar que não teve culpa nem perdão; não existe crime sem castigo, porque o maior castigo vem da nossa consciência.
:*
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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