A vida, sem nome, sem memória, estava sozinha.
Tinha mãos, mas não tinha em quem tocar.
Tinha boca, mas não tinha com quem falar.
A vida era uma.
E, sendo uma, era nenhuma.
Então, o desejo disparou a flecha.
E a flecha do desejo partiu a vida pela metade.
E a vida tornou-se duas
As duas metades se encontraram e riram.
Ao se ver, riam. E ao se tocar também.
(Espelhos, página 1)
sábado, 13 de dezembro de 2008
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