terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Porque escrevo (PARTE III)


Bem, entre aqueles 6 anos (primeira lembrança que tenho) e os 18 anos, eu nada escrevi, a não ser redações no colégio; nessas ocasiões eu via que eu levava jeito pra coisa (havia algo ali escondido), mas eu nunca havia "parado" para me dedicar a escrever.

Sempre fui tímido (na verdade não era aquela timidez exagerada, mas sim o meu jeito de ser; na minha, sem gostar de chamar atenção... até hoje sou assim).

Além dessa característica, tenho uma forma de ver o mundo diferente e, quando alguém expressava algo com o que eu não concordava, para não polemizar, eu preferia me calar. Aquilo que costumava ser uma verdade para os que me cercavam, geralmente não era uma verdade para mim.

Então, comecei a escrever para expressar essas verdades; e notei que algumas verdades existiam, as quais eu não tinha coragem de dizer a mim mesmo; para não ter a chamada síndrome do avestruz (que enterra a cabeça num buraco e ignora a realidade), passei a ter que dizer a mim mesmo tudo: o que doía e o que confortava.

Ou seja, a forma que achei de dizer tais verdades a mim mesmo e enfrentá-las foi escrevendo.

Lembro que uma das primeiras pessoas a quem eu mostrei um texto meu foi ao meu fiel escudeiro (primo, amigo, companheiro, pai, irmão, espelho cortante hehe) Sam (Samigo). Puxa! Que alegria compartilhar algo com alguém e ver que a pessoa valorizava aquilo que eu havia escrito!

Pano rápido: havia uma colega na faculdade, na verdade minha melhor amiga até hoje (Luciana Braga) que, vez por outra, me pegava, em plena aula, escrevendo (nunca fui de gostar muito de aulas kkkk) e ela dava um jeito de olhar o que eu escrevia, sem a minha autorização (geralmente nos intervalos)... Isso porque eu tinha vergonha de "ficar nu" e não mostrava pra ela (kkkk).


Por outro lado, que decepção era mostrar um texto para alguém e notar que a pessoa não valorizava aquilo. Isso fez com quê eu guardasse meus textos (e minha nudez) nas gavetas.

Parodiando um texto bíblico, mostrar o que eu escrevia a quem era indiferente, era como jogar pérolas aos porcos.

Bem, acho que por hoje tá bom, né? ;)

:*

Um comentário:

Anônimo disse...

É..., realmente, por hoje já está bom...rs
:*