sábado, 21 de fevereiro de 2009

Porque escrevo (PARTE V)


Voltando de onde paramos, com o tempo, vi que escrever me fazia bem; era uma forma de desabafar, de conversar comigo mesmo e de vivenciar, outra vez, os sentimentos e fatos que haviam me acontecido.

Ou seja, escrever tornou-se uma necessidade; era algo que me alimentava. Para alguns, sentar-se e ouvir uma boa música é um prazer; para outros, assistir a um bom filme também; para mim, tanto ouvir uma música como assistir a um bom filme são também um prazer, mas o meu deleite mesmo é escrever.

Escrever também foi uma forma de me afirmar; uma forma de manter as minhas convicções; uma forma de dizer a mim mesmo que continuasse crendo no que eu cria e sendo o que eu sou, sem me importar se tudo que porventura me circundava dissesse o contrário e me fizesse ver que era diferente.

Foi uma maneira de dizer que entre os outros e eu, eu deveria ficar comigo; eu devia ser um Dom Quixote (por amor as causas perdidas); eu poderia ser infiel a qualquer um ou a qualquer coisa, menos a mim. Caso existisse um céu límpido e azul para mim e os outros dissessem que o mundo estava fechado, nesse mundo de loucos, o louco menos errado tinha que ser eu (assim eu devia acreditar).

Entre as convicções dos outros e as minhas, valeriam as minhas, até que, porventura, eu me convencesse do contrário... Me sentia como o protagonista do filme "Gênio indomável".

Mas falar nele foi só uma deixa para o próximo capítulo, que quero findar com outro personagem, menos conhecido, chamado Freud Flinstone (é Freud mesmo e não Fred hehe).

Alia jacta est...

:*


3 comentários:

Anônimo disse...

Muito provocativo hein, principezinho???
Vamos ver o que me aguarda no próximo capítulo para que eu possa terminar minha "análise"...rsrsrs

:*

Anônimo disse...

Volta logo, principezinho... :(

http://www.youtube.com/watch?v=XV_dbCF1jOA

Anônimo disse...

"Busque Amor novas artes,novo engenho,
Para matar-me,e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar,perdido o lenho.

Mas,conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta,lá me esconde
Amor um mal,que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não-sei-quê,que nasce não sei onde,
Vem não sei como,e dói não sei por quê."

(Luís de Camões)

No aguardo... :*