segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Porque escrevo (PARTE II)
Vou usar, outra vez, um texto do Eduardo Galeano. Esse texto tem o título de: Celebração das bodas da razão com o coração.
"Para quê a gente escreve, se não é para juntar os nossos pedacinhos? Desde que entramos na escola ou na igreja, a educação nos esquarteja: nos ensina a divorciar a alma do corpo, e a razão do coração.
Sábios doutores de Ética e Moral serão os pescadores das costas colombianas, que inventaram a palavra sentipensador para definir a linguagem que fala a verdade." (Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços, página 119)
A primeira lembrança que eu tenho de mim mesmo, escrevendo, é a seguinte: com um caderno encima de uma cadeira, durante um culto, ajoelhado ao chão, enquanto estava ocorrendo uma pregação. Ainda hoje tenho esse caderno guardado (aliás, foi minha mãe quem o guardou). Eu devia ter uns 5 ou 6 anos.
Acho que é algo que veio em mim; digamos que é um defeito de fábrica. kkkkk
Sobre o primeiro texto do Eduardo, aquele em que ele fala que escrever é perigoso (tanto quanto quando se faz o amor como se deve), amo esse texto porque acho que o escrever é isso: um entrega.
O ato do amor (não da relação sexual por prazer, mas sim de amar mesmo) é, antes de tudo, uma entrega.
Há uma exposição (um tirar a roupa, ficar nu, se mostrar), que antecede o ato. Mas, além dessa exposição, onde os outros vão ver seus atributos, sejam eles qualidades ou defeitos (onde veremos músculos, dentes, mas também veremos celulites e estrias), tem que haver uma entrega real, pois, do contrário, não é o ato de amar... Pode ser algo parecido, mas não é a coisa em essência.
Aqui é que entra o texto que introduziu esse segundo capítulo, porque não basta escrever; a verdadeira entrega (escrever de fato) tem que ser, ao menos para mim, falando a linguagem da verdade, sem escaramuças.
Só se escreve caso seja um sentipensandor; do contrário, faltando a sinceridade que se deve ter, torna-se uma coisa que pode ser falsa.
Por isso nunca gostei de "poetas" que usam simbolismos, a fim de que descubramos o que eles querem dizer (ou seria esconder?); se é pra dizer, que diga de uma vez.
Como diz uma música dos Engenheiros do Hawai "Quero todas as palavras ou o silêncio total".
Por enquanto, é isso.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
PORQUE ESCREVO (PARTE I)
Primeiro, vou usar as palavras dos outros, ou mais propriamente do Eduardo Galeano, meu autor predileto, pra explicar o por quê.
“Tinha escrito e publicado muito, mas me faltou coragem para chegar ao fundo de mim e abrir-me por completo e oferecer isso. Escrever era perigoso, como fazer o amor quando se faz como se deve. Aquela noite eu percebi que era um caçador de palavras. Para isso tinha nascido.”
(Eduardo Galeano, Dias e noites de amor e de guerra, página 55)
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Um prólogo.
É que alguém descobriu meu blog e começou a fazer comentários, nas postagens; a chamei de decana dos meus escritos (ou melhor, decana dos meus futuros leitores hehe).
Bem, para não complicar muito, resolvi publicar os comentários e a nossa troca de figurinhas. Não pedi licença à comentarista, porque os comentários são, por si só, públicos. Logo, achei despiciendo.
Aí estão eles...
ester disse...
Simplesmente lindo....
6 de Fevereiro de 2009 20:12
Jeová Júnior disse...
Você não vai me falar o time que torce, a roupa que veste, em que grau de latitude e longitude do planeta Terra se encontra, a bebida preferida, a mania que não deve ser revelada mesmo? :P
Ah, sim, e como descobriu meu blog também, é lógic... kkkkk
:*
ester disse...
Qual o nível de importância dessas categorias???Seu jeito de expressar o Sagrado que há em você me mostra que é dono de grande sensibilidade e de muitas "manias" (termo seu rs) que gostariam de ser descobertas...
ester disse...
Não sei a que horas lerá isso,mas de qualquer forma tenha um BOM DIA!A manhã está linda hoje..Ao olhar a paisagem pela sacada só me veio essa canção à mente:"Graças Te damos todos os dias,Graças Te damos por tudo o que nos faz viver...Pela família,por toda cura,pelas conquistas de Tuas promessas,Pelo Teu grande amor por mim..."Passei por aqui pra ver se encontrava alguma palavra inspiradora... Incrível a semelhança da forma de pensar e sentir a vida, a subjetividade...(Graças Te damos por tudo o que nos faz viver..)Tenha um ótimo final de semana!!!
Jeová Júnior disse...
Ester, antes de mais nada, obrigado pelo carinho. Se um dia eu vier a publicar meus escritos, farei questão de lhe enviar um exemplar com uma dedicatória, já que você é a decana dos meus futuros leitores ;)
Mas, respondendo a sua pergunta, o nível de importância dessas categoraias talvez seja nenhum; quando eu perguntei, por exemplo, o time que você torce, foi porque eu me lembrei de uma música da banda Blitz, na qual o Evandro Mesquita era o vocalista e ele questionava uma garota sobre isso, em uma das músicas.
Na verdade perguntei porque é estranho não saber quem é você, o que faz, onde mora, etc, mas...
;)
ester disse...
Olá...Imagino que deva ser estranho mesmo,entretanto passível de acontecer já que se utiliza de um meio de comunicação que atravessa barreiras de n naturezas...
Levanto hipóteses sobre a motivação que o impulsiona a expor sua subjetividade ao mundo...("Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é")e admiro sua coragem...
Você fez alusão ao meu primeiro comentário ao dizer que não sabe quem sou eu...,também não sei quem você é..., mas pelo que li creio que o Deus que habita em mim também habita em você e isso nos eleva a um certo nível de comunhão...
Quero sim responder todas essas questões que povoam seu pensamento no momento em que acessa seu blog e outras que futuramente surgirão, mas não aqui...
Ah, "descobri" seu blog quando procurava algo muito lindo...
Quanto ao exemplar de seus escritos,mesmo que não venha a existir na concretude,agradeço por compartilhar desse desejo comigo...
Jeová Júnior disse...
Bem, Ester, como um bom Cristão, não acredito em coincidências, pois creio que Deus permite cada singelo evento em nossas vidas.
Sendo assim, há um propósito em você ter me "achado".Pode ser que nunca descubramos esse propósito e, enquanto isso, vou aproveitar o momento, pois estou me divertindo (e muito hehe).
Eu conto nos dedos as pessoas que conhecem esse meu blog; creio que não chegam a 10. Tenho um outro blog (que é do MSN; my space) no qual posto outras coisas; esse blog é para os mais íntimos e nele eu coloco coisas mais reservadas.
Sabe o que eu fiquei pensando, depois que li seu último comentário? Me lembrei do livro "O mundo de Sofia"... Já leu?! Tá sendo um mundo de Sofia às avessas, porque aqui a Sofia sou eu kkkkk Muita onda!
Você perguntou o que me leva a revelar minha subjetividade... Responderei, sim, através de posts, tá?!
Vai ser uma série que vou chamar de "porque escrevo". Presumo que, no mínimo, precisarei de uns cinco capítulos ;)
:*
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Uma canarinha.

Quarta-feira, aconteceu isso; admiro a força com que ela canta, o amor, o vigor, o frescor... Muda a atmosfera.
Glória a Deus por você, querida mamãe; glória a Deus pela filha e adoradora que é; nítida é a alegria e o prazer que seus lábios expressam... Não tenho sequer palavras pra sintetizar isso.
Lindo simplesmente!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Não importa!
Ela é tão menina, tão mulher, tão filha.
Sou tão homem, tão menino, tão...
Eu sei que amo e isso não temo,
Pois é lindo para mim.
E se não for recíproco?
Não importa!
Isso não o fará feio.
Tenho me dedicado tanto:
Com palavras, preces, atos.
O que importa?
São pedaços de mim.
Faria tudo outra vez,
Se me dado fosse nascer e morrer novamente.
Se não vier a ser o que espero?
Nada demais!
Dei o melhor;
Lutei, sem me render, me entregando,
Mesmo quando já não havia forças
E sobravam lágrimas.
E o tempo?
Não importa!
Nem todas as sementes germinam,
Nem todas as plantas frutificam;
Mas suas flores sempre encantam...
As borboletas as vêm apreciar.
O rego, lindamente,
Com palavras, preces, atos
E isso não o fará feio;
São pedaços de mim,
Nem o tempo o matará,
Ele vive por si,
Mesmo que tenha que o guardar.
Nesse homem,
Tão menino,
Guardado bem estará...
E, no que de mim depender,
A ninguém permitirei furtar...
... Já não tenho muito a explicar.
Belo Horizonte, entre 24 e 25 de Dezembro de 2008.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
O que és pra mim?
Meu fogo...
Meu vento...
Minha canção!
Meu ar...
Meu som...
Minha canção!
Você é minha luz!
Amo-Te... Amo-Te... Amo-Te!
:*
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Sangue Precioso!
Amo, simplesmente, essa música, sobretudo porque, no meio dela, é citado um dos Salmos que mais amo: o Salmos 32.
Bem aventurado o homem a quem Deus não atribui a iniqüidade e em cujo espírito não há dolo.
Foi o Salmo que Davi fez, depois que Natã o confrontou, por causa de Bate-seba.
Então, Davi se arrependeu e se quebrantou diante de Deus e disse: enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todos os dias porque a Tua mão, ó Senhor, pesava dia e noite sobre mim e meu vigor se tornou como sequidão de estio...
Lindo!!!
O nosso Deus é misericordioso e cheio de bondade...
;)
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
O nascedor.
Não sera por que o Che dizia o que pensava, e fazia o que dizia? Não será por que isso continua sendo tão extraordinário, em um mundo onde as palavras e os fatos muito raramente se encontram, e, quando se encontram, não se cumprimentam, porque nao se reconhecem?
(Espelhos, página 308 - Eduardo Galeano)
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Mais uma vez: obrigado por tudo!
sábado, 13 de dezembro de 2008
Eduardo Galeano.
Tinha mãos, mas não tinha em quem tocar.
Tinha boca, mas não tinha com quem falar.
A vida era uma.
E, sendo uma, era nenhuma.
Então, o desejo disparou a flecha.
E a flecha do desejo partiu a vida pela metade.
E a vida tornou-se duas
As duas metades se encontraram e riram.
Ao se ver, riam. E ao se tocar também.
(Espelhos, página 1)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Baby Can I Hold You Tonight.
Desde 18 de novembro que não postava um vídeo com uma música aqui (um bom tempinho já).
Lembrei-me desse vídeo (lindo) e também de um com uma música do U2, mas como sempre posto música do U2, vou deixar para uma próxima.
Venceu Pavarotti... Por enquanto ;)
Ah, muito feia essa música hehe
:*
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Maioria silenciosa.
Detalhe: era descendente de judeu. Outro detalhe: era comunista.
Imagine ser judeu e comunista, ao mesmo tempo, na Alemanha do Führer.
Lembrei-me dele ao assistir um documentário sobre o ano de 1968. O ano de 68 foi marcado por revoltas, revoluções, protestos, etc, aqui no Brasil e no mundo.
No Brasil foi o ano do AI-5. Na Tchecoslováquia, ocorreu a primavera de Praga (movimento que tentou tornar o comunismo mais humano); nos Estados Unidos, havia o movimento pelos direitos civis (princialmente por parte dos negros) e os protestos contra a Guerra do Vietnã... Em síntese, o mundo estava em polvorosa.
Ah... Ainda teve o assassinato de Martin Luther King, que foi um dos que comandaram a luta dos negros norte-americanos contra todo segregacionismo.
Mas, voltando, no documentário foi mencionada a frase de Richard Nixon, que era o presidente dos USA, na época e que viria, em 1973, perder o cargo, por meio de impeachment, por causa das escutas irregulares feitas no partido da oposição, o Partido Democrata, no caso que ficou conhecido como Wattergate.
Então, a propósito de tantos protestos nos USA, Nixon proferiu a seguinte frase, como que demonstrando um desprezo (é com "z" mesmo? hehe) em relação àqueles que protestavam contra a guerra e em favor dos direitos civis dos negros; disse que a "maioria silenciosa" estava com ele, ou seja, que os que protestavam faziam muito barulho, mas era uma minoria; uma minoria barulhenta, mas que não tinha poder suficiente pra abalar o governo dele.
Essa "maioria silenciosa", no dizer de Nixon, era formada pelos "não-pobres", "não-negros", "não-manifestantes".
Lembrei-me dessa poesia de Bertolt Brecht, que teve que fugir da Alemanha, para não morrer e ele nos mostra como o mal se propaga, em meio ao silêncio, quando a "maioria silenciosa" permanece calada.
A primeira frase dela diz que "Primeiro levaram os negros...". Quem levou? Os nazistas levaram os negros... Bem, segue a poesia.
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário (comunista)
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Thunder Road.
Havia uns dois anos, acho, que não escutava esta canção, que amo. A força e a melodia dela são demais.
Hoje, quando estava no restaurante almoçando, ela tocou; eu parei pra ficar ouvindo... Linda!
A versão melhor que achei dela foi com a tradução em espanhol; a interpretação do Bruce Springsteen está perfeita, embora não seja com os arranjos originais, mas tá valendo!
Trouxe-me maravilhosas lembranças!
;)
terça-feira, 11 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Perhaps Love
Embora a tradução tenha dois erros,
a música, mesmo assim, é perfeita demais!!!
E para você o que ele é?
Fiz-me essa pergunta e respondi com três palavras: abnegação com satisfação.
:*


